Até quando o PSG precisará investir para protagonizar na Europa?

Há anos o Paris Saint-Germain está nos holofotes no cenário internacional do futebol quando o assunto são transferências milionárias, belíssimos uniformes, astros e famosos presentes no Parc des Princes para assistir Neymar, Mbappé e cia, além da marca do clube cada vez mais consolidada e bem vista nos diversos países além da França, principalmente após a parceria com a empresa de Michael Jordan. Porém, nem tudo que se passa nos bastidores ou nas linhas contratuais se reflete dentro de campo, e a prova disso é o alto investimento do PSG para sacramentar o título da maior competição europeia, mas apesar de ter um presidente dono de uma fortuna oriunda do Catar e um elenco avaliado em 927,65 M €, o clube coleciona recentes fracassos em seus maiores desafios. 
Em 2017, ainda com Neymar vestindo as cores catalãs, o Paris Saint-Germain aplicava uma sonora goleada em fevereiro daquele ano por 4 a 0, também nas oitavas de final da UEFA Champions League, causando uma sensação para os fãs de futebol que ali era o ponto da virada de página na história do clube que jamais passou daquela fase em toda sua história. Porém, na partida de volta, com o trio MSN (Messi, Neymar e Suárez) inspirados, o Barcelona eliminava os franceses com um placar de 6 a 1, com direito a gol nos acréscimos. Essa lição impulsionada pelos $3 bilhões investidos para a temporada seguinte, já com Neymar na equipe, só aumentou o trauma dos torcedores, quando novamente foi eliminado do mesmo torneio na mesma fase da competição para um clube espanhol, desta vez seria o Real Madrid, de Cristiano Ronaldo. Duas derrotas somando um total de 5 a 2 para os merengues fizeram  Nasser Al-Khelaifi seguir investindo no plantel de sua equipe, que já nadara de braçadas largas na Ligue 1. 
Marquinhos consola o abatido Kylian Mbappé após a derrota para o Man.Utd

Apesar de liderar o grupo na primeira fase, classificando sem sustos para a próxima fase, o PSG almejava nessa atual temporada deixar a fama de amarelar na hora H para trás. O adversário, apesar do nome respeitado com méritos em todo canto do mundo, o Manchester United, não vivia a melhor de suas fases, pois já havia trocado de treinador e está longe dos líderes da Premier League. Tudo começou muito bem para os parisienses que venceram em Old Trafford por 2 a 0, e novamente despertava uma sensação que seria dessa vez, pois a ambição do clube alcançou o arqueiro veterano Gianluigi Buffon, que trocou a Juventus pelo badalado clube francês, em busca de levantar a tão almejada taça que nunca foi conquistada durante sua gloriosa carreira. Todo o sonho foi por água abaixo quando dentro de seus domínios, com a vantagem no placar parcial, a equipe que não contava com Neymar, lesionado, assim como na temporada passada no duelo contra o Real Madrid, perdeu por 3 a 1, novamente com direito a gol nos acréscimos, dessa vez, de Marcus Rashford, de pênalti colocando os Red Devils entre as oito melhores equipes do torneio.
Gianluigi Buffon, Angel Di Maria, Neymar, Kylian Mbappé e Edinson Cavani chegaram à Paris para protagonizarem uma passada de bastão dos clubes espanhóis que nos últimos anos dominaram as finais da Champions League, reforçando o futebol francês e principalmente colecionar troféus que deixaram de ser um sonho para os torcedores e virou realidade após a aquisição do grupo de Nasser Al-Khelaifi que desde 2011 investe no PSG com força para desbancar os maiores clubes do mundo, mas que ainda peca em erros irreparáveis que até então nenhuma cifra depositada no clube conseguiu recuperar.

Postar um comentário