Polêmico e irreverente: conheça a trajetória de Paulo Carneiro, eleito presidente do Vitória

Foto Reprodução ECV/Twitter

Após 14 anos, ele está de volta. Com um pouco mais de 1.410 votos, Paulo Carneiro foi eleito presidente do Vitória na noite da última quarta-feira (24) no Barradão. PC, como é carinhosamente conhecido pela torcida, levou uma extrema vantagem no pleito, com cerca de 74% dos votos contra o seu opositor, o também ex-presidente do clube, Raimundo Viana.
A eleição foi marcada por judicializações e polêmicas. Paulo Carneiro conseguiu disputar o pleito do Vitória através de uma liminar que obrigou o Conselho Deliberativo do clube a reintegrá-lo ao grupo. Como ele é sócio vitalício, a justiça entendeu que ele tinha totais condições de disputar a presidência do clube.
Em meio à campanha política, Paulo Carneiro dividiu opiniões dos torcedores rivais e de adeptos do futebol feminino. Ele disse que o Bahia ia voltar à “Baixa dos Sapateiros”, tradicional bairro da capital baiana, o que renderam alfinetadas do clube rival na comemoração do título baiano. Além disso, ele considerou inaceitável que o futebol feminino treinasse no Complexo Barradão, e que ia procurar um novo local para que as meninas rubro-negras treinassem.
Mas nem isso abalou o sempre polêmico Paulo, ele conseguiu derrotar os adversários e daqui em diante vai contar com um pouco mais de três anos para administrar o Vitória e recuperar o clube.
Paulo Carneiro vai retornar ao Vitória numa missão extremamente complicada. O clube atravessa uma crise institucional, política e financeira e foi eliminado de todas as competições que disputou em 2019 de forma vexatória. Além de recuperar um Vitória completamente em dificuldades, PC terá a missão de aumentar a autoestima do torcedor.
Experiência – Aliado à paixão de Paulo Carneiro pelo clube que já é antiga, já que o seu pai foi jogador do clube na década de 1940, ele conta com uma grande bagagem no mundo do futebol. Antes de ser presidente, PC foi diretor de futebol entre 1987 e 1989 e em 1991 assumiu o clube como mandatário.
Revelou grandes jogadores como Alex Alves, Vampeta, Dida, David Luiz e Hulk, e levou o clube à final do Campeonato Brasileiro de 1993.
Além disso, ele proporcionou a modernização do Barradão, fazendo com que o estádio fosse mais utilizado pelos torcedores.
Os últimos dois anos de mandato de Paulo Carneiro que foram insustentáveis para a sua permanência nos anos seguintes. Em 2004, após um péssimo Brasileirão, o Vitória foi rebaixado após passar 11 anos na elite do futebol brasileiro. No ano seguinte, o clube não aprendeu com os erros e foi rebaixado para o então sub-solo do futebol brasileiro – a Série C; com a pressão, Paulo Carneiro apresentou a sua carta de renúncia.
Após isso ele tentou ser diretor de futebol de Fluminense de Feira e Volta Redonda, não obtendo êxito em nenhum dos clubes. O seu último time na função foi o Athletico, em 2016. Deixou o clube no em agosto deste ano, após divergências com o gestor Mário Celso Petraglia, e ajudou a montar o time base que foi para a Copa Libertadores de 2017.
Passagem pelo rival - A parte mais polêmica da carreira de Paulo Carneiro foi a sua passagem pelo Bahia em 2009. Foi convidado pelo então presidente Marcelo Guimarães Filho para tentar montar o time para voltar à primeira divisão, após um bom tempo alternando entre as séries B e C, mas fracassou.
O Bahia não rendia o quanto esperado e ele foi demitido após um pouco mais de 90 dias no comando do futebol do tricolor.
A polêmica e curta trajetória de Paulo Carneiro no Bahia ganhou proporções inimagináveis para Paulo Carneiro. Ele foi expulso do Conselho Deliberativo do Vitória, o que é motivo de discussão da sua admissibilidade em dirigir o Vitória até os dias de hoje.

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